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| A persistência da memória, Salvador Dalí |
quinta-feira, 21 de janeiro de 2021
O amor que não vivi
domingo, 17 de maio de 2020
Soneto da angústia
Recebo mensagens dos meus amigos
Estão cheios de angústia os nossos tempos
Inquieta nesse quarto então invento
Memórias que mascarem o perigo
Tiro do armário aquele meu pandeiro
Com saudade das rodas que frequento
Entre cervejas escrevo o lamento
Foi-se o Aldir, um ídolo brasileiro
Nesses dias cercados de agonia
Choro pelo meu país que se esvai
Jamais indiferente a alheios ais
Cada perda me lembra a tirania
Que ignora quem este vírus contrai
E ri de um Brasil que ficou pra trás
domingo, 17 de março de 2019
Um poema pra Mangueira
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Para os homens que amei
terça-feira, 23 de setembro de 2014
A parte ida
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Incômodo
sábado, 6 de julho de 2013
Cadeira de balanço
sabendo que não mais estavas lá,
perto da cadeira de balanço,
senti as miudezas que o chorar
infere no descanso
atravessei o caminho de sempre
querendo ouvir histórias sem data
e vi o muro vazio no presente
de um futuro promissor do nada
guardei imagens e escritos:
existia voz na mudez ao redor,
e existia no inaudível a avó,
a parte que havia partido



